Parlamentares ingleses propõem repúdio à perseguição à | Internacional

Parlamentares ingleses propõem repúdio à perseguição à

Deputados do Partido Trabalhista do Reino Unido propuseram ao Parlamento no último dia 10 uma moção de repúdio às contra partidos e lideranças progressistas em países da América Latina – nomeadamente contra o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil, Rafael Correa, no Equador, e Evo Morales, na Bolívia.

A moção, que também foi assinada por congressistas independentes e do Partido Unionista Democrático (da Irlanda do Norte), aponta para "os crescentes na América Latina, visando excluir candidatos de concorrer às eleições".

Os políticos do Reino Unido deixaram claro que não passaram despercebidas as ofensas à democracia no Brasil durante as eleições de 2018, quando Lula não apenas foi impedido de concorrer, mas até de dar entrevista durante o período eleitoral. "Esta prática, conhecida como lawfare, foi utilizada para impedir o líder do Partido dos Trabalhadores, Lula da Silva, de se candidatar às últimas eleições presidenciais no Brasil, onde era o favorito para vencer, com Jair Bolsonaro posteriormente eleito""

Sobre os processos eleitorais no Equador e na Bolívia, a moção britânica "condena o recente uso da lei contra Rafael Correa no Equador, que o excluiu como candidato a vice-presidente nas próximas eleições, e a exclusão de boliviano".

Os políticos do reino Unido são obrigados a lembrar o óbvio: "Eleições livres e justas nesses países incluiriam esses candidatos. Essas práticas antidemocráticas têm como alvo políticos que se opõem às políticas neoliberais impopulares. O Reino Unido deve deixar clara sua oposição ao uso da lei." A censura às práticas ilegais deverá ser votada nos próximos dias pelo parlamento britânico. 

De acordo com o deputado trabalhista Richard Burgon, "a prisão do ex-presidente brasileiro Lula da Silva e demais práticas antidemocráticas estão sendo usadas para atingir políticos que se mantiveram firmes contra políticas impopulares de mercado livre. Os governos neoliberais da América Latina estão cada vez mais desesperados, pois sabem que não têm apoio popular para as suas políticas de cortes e privatização".

Edição: Rodrigo Durão Coelho

Author: SILVA RICARDO